September 17, 2015

ALENTEJO

As Sara and I were in desperate need of a hot summer break and Hugo's invitation to visit him was long due, we headed south to Alentejo. He was tirelessly dedicated to please us, drive us around, show us the beauty Alentejo had to offer and tell us countless stories about this region. We spent some very eventful and magic days on a vacation where our most difficult decision was which beach to choose. 
Our first day consisted of a "beach crawl", marathoning our way through three different ones on the Costa Vicentina, that blew us away with its rocky scenery and bluish waters. We started out in the blazing heat of Serpa, driving on the highway with the wind blowing in our hairs and Coldplay's Viva La Vida pounding in our ears. Passing through Santiago de Cacem we listened to the early morning sound of the bairro (neighbourhood) coming from a trade still persistent today in some rural areas, the amolador de facas riding his bicycle calling in the people to sharpen their knives. 

During our time spent driving to and from the different destinations, we saw the differences to our cities in northern Portugal. We followed straight long roads, unlike the curvy, serpentine ones up North, passing dry, arid landscapes. The country side is beautifully unspoilt and unpopulated. It is mainly an agricultural region based on large olive orchards, the largest cork production in Portugal if not the world, vineyards and cattle. Arquitecture-wise, being really a sucker for narrow little streets and houses on each side, Alentejo is just that. The white-washed towns and villages with colourful window and door frames give you the feeling of Cyclades houses dressed for party. A trip back in time was entering the little mercearias you found at every corner that have managed to hold against large supermarket chains and selling everything from vegetables and cheese to pots and hair products.

As much as I like the tall, noble and elegant aspect of olive trees, here I have learned the downside of them. The region is perfect for olive growing, with its good soil, water and hot climate. Yet, intensive and super-intensive olive groves have replaced the tradicional and sustainable olive oil production. This means that the old olive orchards are pulled out in order to plant new types with a higher density - a concentration of 1.500 trees per hectar of 50 cm to 1 metre in height for easier machine-picking -, drip-irrigation and a production capacity within two and a half years. All this leading to soil erosion and water pollution. Fast money for only a short time. Additionally, most of the olive plantations have been bought by Spanish companies and a high percentage of the oil is exported to Spain, where it is bottled and sold as olive oil "Made in Spain", like Hugo said.

Our trip ended in Algarve, where we joined the Baal 17 theater group for one of their open-air performances, which I was extatic about since I had never managed to attend an open-air theater play. Adventures followed us to the last day when our bus broke down on the highway; too bad Sara´s adventure spirit isn't well developed and she denied my suggestion of hitchhiking.

Well hope you like the article and enjoy the tourist guide style photos we have taken.
Beijinhos,
Gretel

Como Sara e eu estávamos com uma necessidade desesperada de umas férias de verão quentes e como o Hugo já nos tinha convidado várias vezes para visitá-lo, fomos para o sul - Alentejo. Ele foi incansável na forma de agradar-nos, levar-nos a diferentes sítios, mostrar-nos a beleza que o Alentejo tem para oferecer e contar-nos montes de histórias sobre a região. Passamos alguns dias cheios e mágicos de férias, onde a nossa decisão mais difícil foi escolher uma praia.

Nosso primeiro dia consistiu numa "rally de praias", fazendo uma maratona na Costa Vicentina, que deslumbrou-nos com a sua paisagem rochosa e as águas azuladas. Começamos no calor escaldante de Serpa, e continuamos pela autoestrada com o vento soprando nos nossos cabelos e a Viva La Vida de Coldplay pulsando nos nossos ouvidos. Ao passar por Santiago do Cacém ouvimos o som do bairro, vindo de um comércio que ainda hoje persiste nalgumas áreas rurais, o amolador de facas que, montado na sua bicicleta, chama as pessoas para afiar as suas facas.

Durante o tempo que ficamos de um destino para o outro, vimos as diferenças que existem das nossas cidades do norte de Portugal. Seguimos estradas longas e retas, ao contrário das curvas e serpentinas do Norte, passando paisagens áridas e secas. A região é muito bem preservada e despovoada. É principalmente uma região agrícola de grandes olivais, a maior produção de cortiça em Portugal, talvez no mundo, vinhas e gado. A arquitetura, gostando eu realmente de ruas estreitas e de casas pequenas em qualquer lado, o Alentejo é mesmo isso. As cidades e aldeias caiadas de branco com os quadros nas janelas e as portas coloridas dão a sensação que são as casas das Cíclades vestidas de festa. Uma viagem no tempo foi entrar nas pequenas mercearias de bairros, os verdadeiros supermercados, que encontras em cada esquina, que aqui em Portugal conseguem enfrentar as grandes cadeias de supermercados e vender de tudo, desde legumes e queijo a panelas e produtos de cabelo.

Apesar de eu gostar do aspeto alto, nobre e elegante das oliveiras, aqui aprendi a desvantagem delas. A região é perfeita para a olivicultura, com o seu bom solo, água e clima quente. Ainda assim, olivais intensivos e super-intensivos substituíram a produção de azeite tradicional e sustentável. Isto significa que os antigos olivais são arrancados para plantarem novos tipos e em maior densidade - uma concentração de 1.500 árvores, por hectare, de 50 cm a 1 metro de altura, para facilitar a colheita feita pela máquina -, de irrigação gota-a-gota e com uma produção no prazo de dois anos e meio. Tudo isso levando à erosão do solo e à poluição da água. Dinheiro rápido para apenas um curto período de tempo. Além disso, a maioria das plantações de oliveiras foram compradas por empresas espanholas e uma alta percentagem do azeite é exportado para Espanha, onde é engarrafado e vendido como azeite "Made in Spain", como "gozou" o Hugo :).

Nossa viagem terminou no Algarve, onde nos juntamos ao grupo de teatro Baal 17 para uma de suas performances ao ar livre, que me deixou tão entusiasmada para a primeira vez que consegui ver uma peça de teatro ao ar livre. Aventuras nos seguiram até ao último dia, quando o nosso autocarro avariou na autoestrada; que pena o espírito de aventura da Sara não estar bem desenvolvido, negando a minha sugestão de apanhar boleia.

Bem, espero que vocês gostem do artigo e desfrutem as fotos de estilo de guia turístico que tiramos.
Beijinhos,
Gretel

3 comments:

  1. nice pictures ... the south of Portugal is wonderful !

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  2. Parece um agosto já distante! Não visitamos apenas regiões maravilhosas e monumentos, conhecemos o quotidiano com as pessoas. Lugares e pessoas marcantes e singulares. Deambulamos pelos dias quentes, cheios, saborosos e coloridos! Alentejo! Que um dia vamos voltar, Gratel e Hugo!

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  3. Pouco haverá acrescentar às bonitas palavras da Sara, a nostalgia que sinto ao ver e ler este artigo é imensa, o que me leva a desejar QUE UM DIA VAMOS VOLTAR A REPETIR, Sara e Gretel!

    Dias maravilhosos na despedida do verão e de um até já Serpa!

    Beijinhos**

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